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Este ano, Santa Catarina já realizou 8.157 cirurgias oncológicas em 19 hospitais próprios e contratualizados. Com uma média mensal de 1.019 procedimentos, o estado superou em 118 cirurgias a mais que em 2019, ano anterior à pandemia, quando a produção mensal foi 901.

As cirurgias oncológicas no Estado no período de pandemia foram mantidas, com uma pequena redução de 38 procedimentos mensais, comparado ao ano de 2019. “Em 2020 e 2021 seguimos realizando cirurgias oncológicas consideradas tempo sensíveis, classificadas pelos médicos como prioridade. Apenas as eletivas foram suspensas durante a pandemia, devido a ocupação de leitos por pacientes com covid-19”, explica o secretário adjunto de Estado da Saúde, Alexandre Lencina Fagundes.

De janeiro de 2019 a 30 de agosto de 2022, foram registradas um total de 43.104 solicitações de procedimentos oncológicos no Sistema de Regulação (Sisreg). Dessas, 39.702 foram autorizadas, sendo as relacionadas a câncer de pele as mais realizadas com 10.795 procedimentos (8.458 de retirada da lesão e 2.337 de reconstrução).

Em 2022 essa tendência se manteve. Das 8.157 cirurgias oncológicas feitas até 30 de agosto, as mais realizadas foram as relacionadas a câncer de pele com 2.426 procedimentos. Desses, 1.967 foram de retirada da lesão e o restante de reconstrução.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele é o mais comum entre os seres humanos, responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil e registra, a cada ano, cerca de 185 mil novos casos. Só em Santa Catarina a estimativa é de 10.190 novos casos por ano, sendo que 860 são do tipo melanoma, a forma mais grave da doença.

Por isso, esses procedimentos são os que possuem uma maior demanda por atendimento. Do total de 3,4 mil solicitações pendentes de procedimentos oncológicos no Sisreg, 946 pacientes aguardam por cirurgias relacionadas à câncer de pele.

Para dar mais celeridade e diminuir a demanda reprimida, as cirurgias eletivas oncológicas de alta complexidade foram inseridas na Política Hospitalar Catarinense (PHC). “Hoje o Estado tem uma meta mensal de 1.196 cirurgias eletivas oncológicas pactuadas com hospitais próprios e filantrópicos. Dessas, 235 são realizadas pelo CEPON, centro de referência em oncologia. Além disso, há também pactuações que os municípios de gestão plena possuem com os hospitais. Paralelo a isso, a depuração da fila por cirurgias eletivas, realizada por equipes da Secretaria Estadual da Saúde reduzirá a demanda por cirurgias oncológicas”, reforça o secretário adjunto.

Alerta e busca por atendimento

As pessoas levam uma vida normal até que mudanças no seu corpo que alteram seu bem-estar lhe causem preocupação. Os sinais de alerta mais comuns de que algo está errado com sua saúde são: perda de peso inexplicável, cansaço, suores noturnos, perda de apetite, dor nova e persistente, enjoos e vômitos frequentes, sangue na urina, sangue nas fezes vsíveis ou detectáveis por meio de testes específicos.

Os exames laboratoriais ou de imagem são capazes de identificar doenças na fase inicial, assim como um tumor, garantindo uma medida preventiva, reduzindo as chances de complicações e de morte pela doença. Por isso, é importante ir ao médico para realizar exames de rotina, entre eles, os chamados de preventivos e de rastreamento do câncer.

O paciente deve procurar atendimento na Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência. A maior parte da investigação por suspeita do câncer é realizada na Atenção Primária à Saúde e na média complexidade dos municípios. Após exames, se confirmado o diagnóstico, o paciente é encaminhado para as unidades hospitalares habilitadas em Oncologia.