Saúde Estadual reforça a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer do intestino

Terceiro tumor que mais mata no país, o câncer do intestino ou colorretal atinge mais de 45 mil pessoas por ano. Em Santa Catarina, estão previstos 2.470 novos casos da doença este ano segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Nesta quinta-feira, 27, Dia Nacional de Combate ao Câncer Colorretal, o Governo do Estado alerta a população para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da neoplasia, que pode elevar a até 90% a chance de cura. Santa Catarina possui uma rede de assistência robusta que realiza desde consultas, exames, diagnóstico e o tratamento oncológico. 

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Foto: Freepik

“No governo do Jorginho Mello, os pacientes oncológicos estão sendo priorizados. As cirurgias deixaram de ser eletivas e passaram a ser consideradas tempo sensível, o que ampliou de 47,9%, em 2022, para 84,6%, em 2024, o percentual de pacientes oncológicos que realizam cirurgias dentro dos 60 dias. O objetivo é que se chegue a 100%. Seguimos trabalhando para melhorar ainda mais o atendimento a nossa  população, pois quem tem câncer tem pressa”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi. 

Santa Catarina conta com atendimento especializado em Oncologia em 19 hospitais habilitados pelo Ministério da Saúde. Entre os serviços disponibilizados estão consultas, exames, radioterapia, quimioterapia, cirurgias, imunoterapia e terapia hormonal. O tratamento do câncer de intestino varia de acordo com a localização do tumor e o estágio da doença.

No Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON), unidade do Governo de Santa Catarina, foram atendidos 505 pacientes diagnosticados com câncer colorretal em 2024. 

Em todas essas instituições hospitalares, 11.024 pacientes com câncer passaram por cirurgias em 2024, sendo que 713 foram relacionadas a câncer de intestino ou colorretal em SC.

Prevenção e fatores de risco

A prevenção do câncer colorretal está relacionada a hábitos de vida saudáveis, na alimentação, com a prática de atividades físicas e o controle de peso. Também é importante realizar exames preventivos, pois a doença é assintomática em estágios iniciais.

"A colonoscopia é o exame mais indicado, pois permite a visualização direta de possíveis lesões. O procedimento é realizado sob sedação, após preparo do trato digestivo, e possui alta capacidade de diagnóstico", afirma o coordenador do Serviço de Oncologia Clínica do CEPON, Dr. Victor Hugo.

Por ser uma doença silenciosa, a neoplasia requer atenção aos seus sinais e fatores de risco. Fumar, consumir alimentos ricos em gorduras saturadas, ter uma vida sedentária, consumir bebidas alcoólicas, idade superior a 50 anos, história familiar de câncer colorretal, história pessoal da doença (já ter tido câncer de ovário, útero ou mama), baixo consumo de cálcio, e obesidade são fatores de risco para esta doença.

Sintomas

Os principais sintomas da doença incluem alterações recentes no hábito intestinal, como diarreia ou constipação, que não se resolve espontaneamente ou com medicação, presença de sangue nas fezes, cólicas abdominais persistentes, dor durante a defecação e/ou sensação de evacuação incompleta, redução do apetite que pode ou não estar acompanhada de perda de peso, e anemia.

Se o paciente sentir algum desses sintomas, é importante buscar atendimento em unidade de saúde a fim de realizar o diagnóstico precocemente.

 

Mais informações:
Gabriela Ressel
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Saúde
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