icone facebookTwitterInstagram

Florianópolis, 27 de junho de 2016

O Ambulatório de Atendimento aos Adolescentes e Jovens Adultos (Ajas) do Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) está completando um ano de funcionamento e já atendeu 3.740 pacientes com idade entre 15 e 29 anos. Em média, mensalmente, são realizadas 155 quimioterapias exclusivas do setor.

Pioneiro no país, o serviço existe desde 2013 na unidade e, no ano passado, passou a ter ambiente próprio, com uma estrutura adequada para atender os pacientes de 15 a 29 anos de idade que realizam quimioterapia, atendimento clínico e radioterapia.

O paciente ao completar 15 anos de idade migra diretamente do atendimento pediátrico do Hospital Infantil Joana de Gusmão para o Ajas do Cepon. Isso ocorre com a condição psicossocial necessária para sua transição e adaptação junto aos pacientes adultos. "Recebemos jovens de todo o Estado e, para isso, temos um local montado com todo o carinho e cuidado para que nossos adolescentes e jovens adultos sejam acolhidos, sintam-se seguros e tenham maior identificação com o ambiente”, explicou Lucilda Cerqueira Lima, gerente técnica do Cepon.

O ambulatório está localizado no térreo do Cepon e conta com recepção, banheiro, guarda-volumes e cinco consultórios montados de uma maneira informal, sem mesa entre o paciente e o profissional, o que aproxima e proporciona um atendimento mais humanizado. Além disso, há computadores e rede wi-fi para estimular os pacientes a continuar estudando durante o tratamento. “O relacionamento entre os pacientes é ótimo, fazem amizade fácil e estão sempre se ajudando”, observa a gerente técnica do Cepon.

O adolescente chega ao local com uma expectativa diferente do adulto, por isso o primeiro atendimento no ambulatório com a cara do jovem é muito importante. “Nosso objetivo é mudar a forma de pensar deles, estimulando-os desde cedo para que encontrem boas perspectivas na vida”, explica a médica. Ela ainda destaca que o serviço realiza um acompanhamento posterior ao tratamento, auxiliando-os quando necessário.

Para 2017, a oncologista clínica Lucilda Lima conta que o Ajas irá trabalhar com novos protocolos clínicos. “Atualmente existem novos medicamentos e tecnologias para serem usados no tratamento contra o câncer em adolescentes e jovens adultos e, a partir do ano que vem, estaremos usando aqui no Ajas”, adianta a médica.

O Ajas conta com uma equipe médica de três oncologistas clínicos, dois oncologistas pediatras, dois ortopedistas, um radiologista, um radioterapeuta, um patologista que tratam adolescentes. Além deles, há uma equipe multidisciplinar formada por pedagoga, psicólogo, fisioterapeuta, assistente social, três enfermeiros e dois técnicos de enfermagem. O serviço funciona das 7h às 19h, de segundas a sextas-feiras.