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Florianópolis, 09 de dezembro de 2014

Tem início às 19 horas desta terça-feira,9, em Balneário Camboriú, o Seminário Estadual "Trinta anos da luta contra a AIDS em Santa Catarina". O evento, realizado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), será realizado no Hotel Marambaia e prossegue até amanhã. Da programação consta também homenagem aos profissionais que se destacaram na luta contra a doença em Santa Catarina.

“É um momento para se refletir sobre esse período, os avanços e desafios na prevenção, diagnóstico e tratamento. Além da prevenção, com o uso de preservativo, o diagnóstico precoce também é importante para conter o avanço da doença. Quanto mais cedo for descoberta a infecção, maior qualidade de vida terá o paciente e menor será o risco de transmissão”, observa Eduardo Macário, diretor da DIVE.
Santa Catarina é segundo estado do país com a maior taxa de detecção de novos casos de AIDS. Em 2013 foram registrados 33,5 novos casos por 100 mil habitantes. O estado catarinense fica atrás apenas do Rio Grande do Sul. Dos 20 municípios do país com mais de 50 mil habitantes e com maiores taxas de detecção em 2013, oito são catarinenses: Itajaí, Balneário Camboriú, Rio do Sul, Camboriú, Biguaçu, São José, Florianópolis e Criciúma.

O estado também tem a quarta maior taxa de óbitos pela doença no Brasil, sendo registradas 7,8 mortes a cada 100 mil habitantes. O primeiro estado brasileiro em número de mortes é o Rio Grande do Sul, seguido do Rio de Janeiro e Pará. Em Santa Catarina, aproximadamente 20 mil pessoas vivem com HIV/AIDS e estão em tratamento. De janeiro a outubro de 2014, cerca de 3 mil iniciaram o tratamento.

A DIVE chama atenção para o aumento na proporção de infecção entre jovens de 15 a 24 anos. Em 2010 foram detectados 166 novos casos. Em 2013, 247 pessoas foram diagnosticadas com a doença, a maioria (64%) homens. “Isto demonstra a necessidade de se reforçar as estratégias de prevenção nesta faixa etária, especialmente no uso do preservativo”, ressalta a gerente de Vigilância das DST, AIDS e Hepatites Virais, Ingrid Bittencourt.

A gerente também ressalta a importância do teste rápido para a detecção do HIV nas unidades de saúde do Estado. “Esse tipo de exame, que utiliza apenas uma gota de sangue do paciente, permite a detecção não só do HIV, mas de outras doenças como a Sífilis e Hepatite dos tipos B e C. Os resultados são obtidos em menos de meia hora”, explica Ingrid.

O uso de medicamentos de maneira profilática também é cada vez mais estimulado, seja quando ocorre contato com material biológico contaminado (exposição sexual ou relacionada ao trabalho – acidentes com material perfurocortante), na forma de profilaxia pós-exposição, ou na forma de profilaxia pré-exposição (quando a pessoa toma a medicação de maneira preventiva antes de se expor ao risco de transmissão, como ocorre entre os casais sorodiscordantes (um possui HIV e o outro não).

A Aids e o HIV

HIV é a sigla em inglês para o Vírus da Imunodeficiência Humana, responsável por causar a Aids. Após o contágio, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar. Dessa forma, a pessoa pode ser portadora do vírus sem desenvolver a doença.
O HIV é encontrado no sangue, no esperma, na secreção vaginal e no leite materno das pessoas infectadas pelo vírus, e mesmo sem apresentar sintomas pode ser transmitido durante relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação.
Ao desenvolver a AIDS, o HIV começa um processo de destruição dos glóbulos brancos do organismo da pessoa doente. Como esses glóbulos brancos fazem parte do sistema de defesa dos seres humanos, sem eles o doente fica desprotegido e várias doenças oportunistas podem aparecer.

Como se pega o HIV:

• Fazendo sexo vaginal, oral ou anal sem camisinha, com alguém infectado;
• Compartilhando agulhas e seringas;
• Da mãe para o filho, durante a gravidez, no parto ou na amamentação;
• Através de transfusões de sangue contaminado pelo HIV. Daí a importância de só receber sangue testado para o HIV e outras doenças;
• Outra forma menos frequente de transmissão se dá através de materiais perfurocortantes contaminados pelo HIV, utilizados na aplicação de tatuagens, injeções, nos serviços de manicure e barbeiro (principalmente alicates, navalhas e lâminas de barbear), instrumentos odontológicos e cirúrgicos, entre outros.

Como não se pega Aids?

• A Aids não é transmitida em banhos de piscina, vasos sanitários, maçanetas, banco de ônibus, nem sentando ou pisando em locais quentes ou frios. Também não se pega através de abraços e apertos de mão.
Como evitar a Aids?
• Usando sempre camisinha em qualquer tipo de relação sexual (anal, oral ou vaginal), seja homem com homem, mulher com mulher ou mulher com homem;
• Não compartilhando agulhas ou seringas;
• Recebendo somente transfusão de sangue testado;
• Evitando contatos com objetos perfurocortantes não esterilizados.