icone facebookTwitterInstagram

Florianópolis, 05 de dezembro de 2014 

Para chamar a atenção da sociedade e conter a proliferação dos mosquitos transmissores da Dengue e Febre Chikungunya no território catarinense, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e as secretarias municipais de Saúde participam no próximo sábado, 6, do Dia D de Mobilização Nacional contra a Dengue e o Chikungunya.

O objetivo é reforçar a importância do papel da população em apoiar as ações dos órgãos públicos de combate aos focos recebendo os agentes de controles de endemias em suas casas, e também eliminando os locais de água parada, onde os mosquitos transmissores se reproduzem.

Mutirões de limpeza e divulgação de informações pelos profissionais de saúde estão entre as atividades que serão realizadas pelos municípios. Este ano, a preocupação é maior, pois, além da Dengue, existe também a Febre Chikungunya, doença infecciosa causada pelo vírus de mesmo nome.

Situação em SC

Santa Catarina registrou apenas um caso importado da Febre Chikungunya no município de Itajaí. Foi de uma pessoa que se infectou durante viagem ao município de Feira de Santana (Bahia), não havendo notificação de nenhum caso autóctone no Estado. Já em relação à Dengue foram notificados 62 casos importados e somente um de transmissão autóctone no município de Itajaí.

A Febre Chikungunya é transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti (Dengue) e Aedes albopictus. Os principais sintomas da Chikungunya são febre de início repentino e dores intensas nas articulações dos pés e das mãos (dedos, tornozelos e pulsos). Pode ocorrer, ainda, dor de cabeça, dores musculares e manchas vermelhas na pele.

Em relação ao Aedes aegypti, Santa Catarina registrou, até novembro desse ano, 4.863 focos do mosquito, a maioria no município de Chapecó (2.465). Oito municípios são considerados infestados por apresentarem manutenção e dispersão de focos. São eles: Chapecó, São Miguel do Oeste, Pinhalzinho, Xaxim, Xanxerê, Itajaí, Itapema e Balneário Camboriú.

“Para estes municípios, o trabalho precisa ser intensificado, pois há risco real de ocorrerem surtos tanto de Dengue quanto de Chikungunya se nada for feito. Como a maioria dos criadouros está em residências, é importante que a população faça a sua parte para barrar o aumento de focos do mosquito mantendo caixas d´água completamente vedadas e protegendo locais que possam acumular água”, observa o diretor da Vigilância Epidemiológica, Eduardo Macário.

Por sua vez, a gerente de Vigilância de Zoonoses e Entomologia da DIVE, Suzana Zeccer, explica que é simples eliminar os focos do mosquito. “Uma vez por semana, a população pode fazer uma inspeção em suas casas, eliminando recipientes que possam acumular água, como pneus e vasos de plantas”, orienta a gerente.

Situação no país

Até o dia 15 de novembro, o Ministério da Saúde (MS) registrou 1.364 casos de Febre Chikungunya no Brasil. Deste total, 71 casos são importados, ou seja, de pessoas que viajaram para países com transmissão da doença como República Dominicana, Haiti, Venezuela, Ilhas do Caribe e Guiana Francesa.

Os outros 1.293 casos foram diagnosticados em pessoas sem registro de viagem internacional para países onde ocorre a transmissão. Destes casos, chamados de autóctones, 531 foram registrados nos municípios de Oiapoque (Amapá), 563 em Feira de Santana (Bahia), 196 em Riachão do Jacuípe (Bahia), um em Matozinhos (Minas Gerais), um em Pedro Leopoldo (Minas Gerais) e um em Campo Grande (Mato Grosso do Sul).

Dia D de Mobilização Nacional contra Dengue e Chikungunya

Quando: Dia 6 de dezembro

Local: Todos os 295 municípios catarinenses

Atividades a serem realizadas: Mutirão de limpeza, principalmente nas áreas onde foram identificados focos, mobilização da população incluindo atividades de educação em saúde (palestras em escolas, associações de moradores, igrejas, etc.).

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti

  • Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
  • Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • Mantenha lixeiras tampadas;
  • Deixe os depósitos para guardar água sempre vedados, sem nenhuma abertura, principalmente as caixas d’água;
  • Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
  • Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana;
  • Mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
  • Retire a água acumulada em lajes;
  • Dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados;
  • Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
  • Evite acumular entulho, pois podem se tornar locais de foco do mosquito da dengue.