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Desde o início do ano até agora, já foram notificados mais de 134 mil casos suspeitos de dengue em Santa Catarina. Desse total, 83.030 foram confirmados. O ano de 2022 é também o que possui o maior registro de mortes pela doença. Já são 90 óbitos confirmados. O estado tem 77 municípios em situação de epidemia para dengue, ou seja, a taxa de incidência da doença nesses locais ultrapassa 300 casos por cem mil habitantes.

A dengue é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti que em 2022 já foi identificado em 233 municípios catarinenses, sendo que destes 134 são considerados infestados pelo mosquito. Além disso, já foram identificados 60.036 focos de Aedes aegypti até o momento em Santa Catarina.

Por isso, para alertar a população e para incentivar a eliminação dos criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, Santa Catarina se prepara para o Dia Estadual de Mobilização contra o Aedes aegypti, marcado para o dia 19 de novembro. A data foi instituída pela Lei nº 12.235/2010 com o objetivo de alertar a população sobre a importância de eliminar os possíveis criadouros do mosquito.

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João Augusto Brancher Fuck, diretor da DIVE/SC, ressalta que, o objetivo da data é sensibilizar a população no controle do Aedes aegypti, para que cada um faça sua parte, intensificando medidas de prevenção às doenças por ele transmitidas. “O mês de novembro antecede o período de sazonalidade de transmissão da doença, ou seja, quando começa a ter aumento das temperaturas, aumento das chuvas e as condições climáticas ficam favoráveis a reprodução do mosquito”.

Mais detalhes sobre o cenário da dengue em Santa Catarina, podem ser conferidos no informe epidemiológico divulgado em 04 de novembro, pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC).

Ações para controle do mosquito


A DIVE/SC orienta que as ações que serão realizadas pelos municípios levem em consideração a realidade de cada local. “Todos os anos o estado se organiza para essa mobilização. Sugerimos e indicamos que os municípios envolvam diversos setores nas atividades de controle vetorial, com realizações de reuniões da sala de situação, que reforcem a rede assistencial sobre a importância da notificação e manejo clínico dos casos”, detalha Tharine Dal Cim, bióloga da Diretoria.

Algumas atividades sugeridas pela DIVE/SC
- Mobilizar e sensibilizar as redes intersetoriais no município (Educação, Meio Ambiente, Infraestrutura entre outros) a respeito da importância da prevenção de doenças como dengue, zika vírus e febre de chikungunya, a partir do controle do mosquito em toda comunidade;
- Reforçar as ações de comunicação, orientando para que as medidas de controle do Aedes aegypti sejam intensificadas;
Intensificar a comunicação e mobilização via plataformas e mídias disponíveis (rádio local, jornal, lideranças comunitárias, redes sociais e produção de murais informativos) para ampla divulgação do cenário epidemiológico, ações de prevenção e medidas a serem adotadas pela população;
- Realizar reuniões entre os integrantes da Sala de Situação Municipal de controle ao mosquito Aedes aegypti para avaliação do cenário local e discussão de ações de controle;
- Intensificar as ações de controle vetorial nas áreas de maior risco para a transmissão das doenças, conforme análise dos indicadores entomológicos.

O Aedes aegypti
O mosquito transmissor do vírus da dengue, zika e chikungunya é o Aedes aegypti. Ele se caracteriza pelo tamanho pequeno, cor marrom médio e por nítida faixa curva branca de cada lado do tórax. Nas patas, apresenta listras brancas.

As fêmeas do mosquito necessitam do sangue humano para a maturação dos ovos. Dessa forma, é nesse momento que pode ocorrer a transmissão das doenças (tanto da transmissão do vírus aos seres humanos, como a infecção do mosquito ao picar uma pessoa doente no período de viremia).

A fêmea deposita em média 400 a 600 ovos durante a vida nas paredes internas de recipientes que tenham ou que possam acumular água. Os ovos podem resistir no ambiente por mais de um ano. A fêmea escolhe mais de um local para realizar cada postura, o que garante maior sucesso reprodutivo, ou seja, podem nascer insetos de vários recipientes no mesmo ambiente. Nesses locais os ovos podem durar até um ano e meio. Em contato com a água, os ovos se desenvolvem rapidamente em larvas, que dão origem às pupas. Delas, surge o adulto num ciclo de, aproximadamente, sete dias.

O Aedes aegypti tem como criadouros os mais variados recipientes que possam acumular água parada. Os mais comuns são pneus sem uso, latas, garrafas, pratos dos vasos de plantas, caixas d’água descobertas, calhas, piscinas e vasos sanitários sem uso. A fêmea do mosquito pode, também, depositar seus ovos nas paredes internas de bebedouros de animais e em ralos desativados, lajes e em plantas como as bromélias.

Prevenção
- Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
- Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
- Mantenha lixeiras tampadas;
- Deixe os tanques utilizados para armazenar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
- Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água.
- Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
- Mantenha ralos fechados e desentupidos;
- Lave com escova os potes de comida e de água dos animais, no mínimo uma vez por semana;
- Retire a água acumulada em lajes;
- Limpe as calhas, evitando que galhos ou outros objetos não permitam o escoamento adequado da água;
- Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em vasos sanitários pouco usados e mantenha a tampa sempre fechada;
- Evite acumular entulho, pois podem se tornar criadouros do mosquito.

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