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Pela oitava semana consecutiva, nenhuma região do estado foi classificada nos níveis de risco Grave (laranja) ou Gravíssimo (vermelho). A Matriz de Risco Potencial Regionalizado divulgada no dia 27 de novembro aponta 12 regiões como risco potencial moderado (cor azul) e 5 regiões como risco potencial alto (cor amarela). A última vez que a Matriz classificou uma região no nível Grave foi no dia 01 de outubro, e no nível Gravíssimo no dia 11 de setembro. De lá para cá houve avanço na vacinação que, alinhado a uma menor taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto com pacientes diagnosticados com Covid-19, vem mantendo a tendência de redução da gravidade da pandemia em todas as Regiões do Estado. 

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Houve melhora nos indicadores das regiões Carbonífera, a partir da redução no número de óbitos aliada a uma baixa ocupação de leitos de UTI Adulto com pacientes Covid-19, e na região de Xanxerê, a partir da redução no número de óbitos aliada a redução da taxa de hospitalizações (casos graves) de Covid-19, resultando na melhora na dimensão gravidade. Com isso, estas regiões, que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo), passaram a ser classificadas como nível moderado (azul), se juntando as regiões do Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu, que se mantiveram no nível moderado. 

Por outro lado, houve uma piora nos indicadores das regiões do Alto Vale do Itajaí, a partir da elevação no número de óbitos e detecção de casos novos, na região da Grande Florianópolis, a partir da elevação da taxa de infectividade (casos ativos), detecção de casos novos e ocupação de leitos de UTI Adulto, e na região Oeste, a partir da elevação na detecção de casos novos e ocupação de leitos de UTI Adulto.  Com isso, estas regiões, que na semana anterior estavam classificadas como nível moderado (azul), passaram a ser classificadas como nível alto (amarelo), juntamente com as regiões Extremo Sul e Nordeste, que permaneceram no nível alto.

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Ocupação de leitos de UTI Adulto Covid-19

A taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto de pacientes com diagnóstico de Covid-19 em Santa Catarina é de 21% no total, com uma ocupação de 298 leitos num total de 1.446 disponíveis, o que classifica a capacidade de atenção do Estado como nível alto. Em relação as regiões, somente as regiões Nordeste e Oeste estão com uma ocupação acima de 40%, com 101 leitos ocupados dos 189 leitos disponíveis (53%) na região Nordeste e 21 leitos ocupados dos 52 disponíveis (40%) na região Oeste, sendo classificados como nível de risco grave. As regiões Grande Florianópolis, Extremo Oeste, Xanxerê e Laguna estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Adulto com pacientes diagnosticados com Covid-19 entre 20 a 40%, sendo classificados como risco alto, e as demais estão todas abaixo de 20%, sendo classificados no nível de risco moderado (Tabela1).

A análise deste indicador torna possível uma melhor gestão da ocupação de leitos de UTI no estado, servindo tanto para monitorar a situação de gravidade da pandemia no estado de forma regionalizada, quanto servindo de parâmetro para a retomada das cirurgias eletivas que foram paralisadas durante o período mais crítico da pandemia.

Tabela 1: Distribuição de leitos de UTI Adulto ocupados com pacientes diagnosticados com Covid-19 por quantidade de leitos disponíveis e taxa de ocupação segundo Regiões de Saúde. Santa Catarina, 27/11/2021.

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O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.