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Nesta quinta-feira, 14, é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, data em que as pessoas são alertadas sobre os riscos, prevenção e tratamento da doença. O Brasil tem 12,5 milhões de pessoas com diabetes e a previsão é que esse número chegue a 20,3 milhões em 2045, de acordo com os dados da Associação Brasileira de Diabetes e a Organização Mundial de Saúde. No calendário “colorido” da Saúde, azul foi a cor definida para simbolizar o tema.

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Imagem: Divulgação SES/SC


O grande desafio, segundo o Ministério da Saúde, é o fato de grande parte da população desconhecer o diagnóstico de diabetes, ou seja, 50% dos diabéticos não sabem que têm a doença. No país, o diagnóstico passou de 5,5% da população para 8,9% e estimativas apontam que o custo com os tratamentos deve dobrar até 2030, chegando a US$ 97 bilhões. Entre os 10 países com mais pessoas sem diagnóstico, o Brasil está em quinto lugar, com 5,7 milhões de indivíduos.


Em 2019, o Novembro Diabetes Azul tem como foco o envolvimento da família nas ações voltadas à prevenção e atenção no controle da glicemia, para evitar complicações crônicas do diabetes mal controlado.

De acordo com a endocrinologista Tanise Bqlvedi Damas, do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, de Joinville, uma série de fatores deve ser observada para o controle da doença. “É preciso manter uma alimentação adequada, atividade física, controle do peso e acompanhamento médico com uso correto de medicamentos ou insulinas e monitoramento com exames”, destaca.


Mutirão de Diabetes


Para lembrar do Novembro Diabetes Azul em Santa Catarina, profissionais de saúde e voluntários estão organizando a terceira edição do Mutirão de Diabetes de Joinville. O evento será realizado no dia 23, entre 8 e 12 horas, no Centreventos Cau Hansen. A expectativa é atender gratuitamente mil pessoas, sendo 500 com diabetes e 500 que não possuem o diagnóstico para triagem.


O mutirão contará com a participação de aproximadamente 200 voluntários, além da colaboração de várias clínicas e empresas parceiras de Joinville. Todas as pessoas diabéticas farão exames gratuitos com a medida da glicemia, pressão arterial, Índice de Massa Corpórea (IMC) e o exame de fundo de olho que permitirá detectar precocemente a retinopatia diabética, que é a maior causa de cegueira na população abaixo dos 60 anos. Também realizarão o exame do pé diabético no intuito de orientar o paciente evitando complicações, como são os casos das amputações.


Os pacientes que apresentarem retinopatia diabética poderão realizar gratuitamente o exame de Hemoglobina Glicada A1c e creatinina. Os casos específicos que necessitem tratamento com raio laser terão encaminhamento prioritário para as unidades estaduais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e no mesmo dia participarão uma palestra sobre a doença e suas complicações.

Tanise Damas explica que o mutirão é interessante para alertar a população sobre o diabetes. “É uma doença que pode ser silenciosa no início e tem risco de complicações importantes se não tratada adequadamente”, conclui.

Saiba mais


Diabetes é uma doença causada pela ação ou produção insuficientes de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A insulina é um hormônio que tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar), transformando-a em energia para manutenção das células do nosso organismo.


O diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.


Prevenção


A melhor forma de prevenir é com estilo de vida saudável. Praticar atividades físicas regularmente, manter uma alimentação saudável e controlar o peso corporal são comportamentos essenciais que evitam não apenas o diabetes, mas outras doenças crônicas, como o câncer.


Tipos de diabetes


diabetes tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também, neste caso pode ser chamado de Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA). Ocorre uma deficiência na produção de insulina.
Exige o uso de insulina como tratamento. É necessário administrar insulina diariamente para adequar quantidade de glicose no sangue. A causa do tipo 1 pode ser autoimune (autoanticorpos) ou idiopática (desconhecida).


diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida. A causa do diabetes tipo 2 é multifatorial e está diretamente relacionada ao sobrepeso, sedentarismo, e hábitos alimentares inadequados. Outros fatores de risco são: idade avançada, história familiar de diabetes e, em mulheres, história de síndrome de ovários policísticos ou de diabetes gestacional ou de bebês que nasceram com mais de 4 kg. Muitas vezes o diabetes tipo 2 é acompanhado de outras doenças que compõem a síndrome metabólica, como hipertensão arterial, sobrepeso ou obesidade e alteração de colesterol e triglicerídios.

Assim, é fundamental manter acompanhamento médico para tratar, também, dessas outras doenças, que podem aparecer junto com o diabetes.


Há ainda o
diabetes gestacional, que ocorre temporariamente durante a gravidez. Nestes casos, as taxas de açúcar no sangue ficam acima do normal, mas sem diagnóstico prévio de diabetes.  Por isso, toda gestante deve fazer o exame de diabetes, regularmente, durante o pré-natal, a ser solicitado pelo obstetra. Mulheres com a doença têm maior risco de complicações durante a gravidez e o parto.
Esse tipo de diabetes afeta entre 2 e 4% de todas as gestantes e implica em risco aumentado do desenvolvimento posterior de diabetes e síndrome metabólica para a mãe e o bebê.


O diabetes mellitus pode se apresentar de diversas formas e possui diversos tipos diferentes. Independente do tipo de diabetes, com aparecimento de qualquer sintoma, é fundamental que o paciente procure o atendimento médico especializado para dar início ao tratamento.


Fique atento


Os principais sintomas do diabetes são fome, sede excessiva e vontade de urinar várias vezes ao dia, sendo mais frequentes no diabetes tipo 1, e nem sempre presentes no tipo 2.

Veja outros sintomas possíveis:

  • Perda de peso;

  • Fraqueza;

  • Fadiga;

  • Mudanças de humor;

  • Náusea e vômito;

  • Formigamento nos pés e mãos;

  • Infecções frequentes na bexiga, rins, pele e infecções de pele;

  • Feridas que demoram para cicatrizar;

  • Visão embaçada.