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Florianópolis, 11 de novembro de 2016

 

Até o dia 8 de novembro (Semana Epidemiológica 45) foram notificados 2.702 casos de SRAG em Santa Catarina. Destes, 738 (27,3%) foram confirmados para influenza, sendo 715 (96,9%) pelo vírus influenza A (H1N1), seis (0,8%) pelo vírus influenza A que estão aguardando subtipagem (para identificar se o vírus é do tipo H1N1 ou H3N2), um (0,1%) por influenza A (H3N2) e 16 (2,2%) pelo vírus influenza B. Outros 1.916 casos de SRAG tiveram resultado negativo para influenza A e B (SRAG não especificada), e 37 casos se encontram em investigação, aguardando confirmação laboratorial.

 

Os dados constam do informe epidemiológico 30 do vírus influenza divulgado nesta sexta-feira, 11, pela diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde. Os dados são coletados pelas Secretarias Municipais de Saúde por meio de formulários padronizados e inseridos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação on-line: SINAN Influenza Web. As amostras laboratoriais são coletadas e encaminhadas para análise ao LACEN/SC. As informações apresentadas neste informe são referentes ao período que compreende as semanas epidemiológicas (SE) 1 a 45 de 2016, ou seja, casos com início de sintomas de 3 de janeiro a 12 de novembro.

 

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) são casos de síndrome gripal que evoluem com comprometimento da função respiratória, sem outra causa específica, que na maioria dos casos levam à hospitalização. Os casos podem ser causados por vírus respiratórios, dentre os quais predominam os da influenza do tipo A e B; ou por bactérias, fungos e outros agentes.

 

Casos de SRAG segundo classificação final e agente etiológico. Santa Catarina, 2016.

 

 

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Fonte: SINAN INFLUENZA WEB (Atualizado em 8/11/2016. Dados sujeitos a alterações).

 

 

O maior número de casos confirmados de SRAG por influenza teve o início dos sintomas na Semana Epidemiológica 15 (10 a 16 de abril), com um total de 91 casos. Esse número reduziu para 55 na semana 16 (17 a 23 de abril), se mantendo abaixo de 40 casos por semana durante todo o mês de maio. Durante o mês de julho os casos confirmados foram abaixo dos 19 casos por semana. Em agosto os casos ocorreram em média um caso por semana, permanecendo essa tendência nos meses seguintes.

 

As regiões de Joinville, Blumenau e Chapecó concentram o maior número de casos confirmados de SRAG pelo vírus influenza no estado até o momento. Os municípios que apresentaram o maior número de casos confirmados foram: Joinville (58 casos), Blumenau (57 casos), Tubarão (40 casos), Criciúma (35 casos) e Lages (35 casos).

 

Em relação à idade, o maior número de casos de SRAG confirmados por influenza acometeu principalmente indivíduos da faixa etária acima de50 anosde idade, com 41,6%

 

Do total de casos de SRAG confirmados por influenza, 647 (90,5%) tinham algum fator de risco associado, sendo 377 portadores de doença crônica, 28 gestantes, três puérperas, 37 crianças menores de dois anos, 157 idosos (maior que 60 anos) e 45 obesos.

 

Casos confirmados de SRAG por influenza, segundo fatores de risco. SC, 2016.

 

 

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Fonte: SINAN INFLUENZA WEB (Atualizado em 8/11/2016 Dados sujeitos a alterações).

 

Os 595 casos de SRAG por influenza que evoluíram para a cura fizeram uso do antiviral Oseltamivir(Tamiflu), em média até quatrodias após o início dos sintomas de síndrome gripal (febre, tosse ou dor de garganta e pelo menos mais um dos sintomas: mialgia, cefaleia ou artralgia).

 

Perfil dos óbitos de SRAG por influenza em Santa Catarina 

 

Até o dia 8 de novembro (SE 45) foram notificados 388 óbitos por SRAG, dos quais 114(29,4%) foram confirmados por influenza, sendo 112 (98,2%) pelo vírus influenza A (H1N1)e dois (1,8%) pelo vírus influenza B. Outros 271 óbitos por SRAG apresentaram resultado negativo para influenza A e B, sendo classificados como SRAG não especificada.

 

O maior número de óbitos de SRAG por influenza ocorreu na Semana Epidemiológica 14 (3 a 9 de abril), com oito óbitos. Durante o mês de maio observou-se a ocorrência em média de sete óbitos por semana. Nas quatro últimas semanas não ocorreram óbitos por influenza.

 

 Do total de 114 óbitos de SRAG por influenza confirmados até o momento, nove residiam em Joinville; sete em Blumenau;cinco em São José e Tubarão;quatro em Araranguá, Balneário Barra do Sul, Florianópolis e Jaraguá do Sul;três emGuaramirim e Itajaí;dois em Araquari, Brusque, Camboriú,Canelinha, Lages, Mafra, Mondaí,Paraíso, Praia Grande, São Bento do Sul, Sombrio; e um em cada um dos seguintes municípios: Arabutã, Biguaçu, Bom Jardim da Serra, Braço do Norte, Campo Alegre, Canoinhas, Chapecó,Concórdia, Coronel Martins,Dionísio Cerqueira, Garuva, Ibiam, Ibirama, Içara, Indaial, Iraceminha, Jaguaruna, Maracajá,Nova Veneza, Orleans,Otacílio Costa, Palhoça,Penha, Ponte Serrada, Rio do Sul, Rio dos Cedros, Rio Negrinho, Romelândia, Santa Rosa do Sul, Santa Terezinha do Progresso, Santiago do Sul, São Francisco do Sul, São José do Cedro, São Lourenço do Oeste, São Martinho, São Miguel do Oeste, Schroeder, Tijucas, Trombudo Central e Xanxerê. Um dos casos era morador de outro estado.

 

Em relação à idade, o maior número de óbitos de SRAG por influenza acometeu principalmente indivíduos da faixa etária acima de 40 anos de idade, com 88,3%

 

Nos 114 óbitos confirmados de SRAG pelo vírus influenza, 100 (90,1%) tinham algum fator de risco associado (doentes crônicos, obesos e idosos)(Tabela 6). O tempo médio decorrido entre o início dos sintomas até o óbito foi de 17 dias edo momento da internação até o óbito foi de 13 dias. O Oseltamivir (Tamiflu) foi iniciado, em média, cinco dias após o início dos sintomas de síndrome gripal (febre, tosse ou dor de garganta e pelo menos mais um dos sintomas: mialgia, cefaleia ou artralgia). A recomendação é a utilização do antiviral em até 48 horas após o início dos sintomas para um melhor prognóstico.

 

Óbitos confirmados de SRAG por influenza segundo fator de risco associado. SC, 2016.

 

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Fonte: SINAN INFLUENZA WEB (Atualizado em 8/11/2016).

 

 Comparação de casos confirmados de SRAG pelo vírus influenza 2012- 2016

 

No ano de 2016, observa-se uma mudança no início do período de sazonalidade da circulação do vírus influenza, quando comparado com o mesmo período dos anos anteriores no estado. O monitoramento dos casos de SRAG, confirmados por influenza por meio do SINAN Influenza Web,indica que no período de 2012 a 2015 o aumento na detecção de casos sempre iniciava na última semana do mês de abril. Já em 2016, observa-se um aumento no número de casos confirmados de SRAG por influenza a partir da SE 9 (28/2 a 5/3), com um pico na SE 14 (3 a 9/4). Logo após, verifica-se uma queda no número de casos até a SE 21 (22 a 28/5). A partir desta semana, verifica-se um novo aumento no número de casos, acompanhando a sazonalidade similar ao ano de 2013, com queda progressiva a partir da SE 24 (12 a 18/6).

 

Os meses de janeiro a abril sempre foram meses de baixa circulação de vírus influenza em Santa Catarina, tendo sido confirmados, nesse período, oito casos em 2012, 21 casos em 2013, sete casos em 2014 e seis casos em 2015. Em 2016, neste período, foram confirmados 404 casos de SRAG por influenza, uma ocorrência atípica para este tipo de vírus. Os meses de maio a agosto são aqueles em que historicamente há maior circulação do vírus influenza e a ocorrência de casos em 2016acompanhou a tendência histórica.

 

Casos confirmados de SRAG por influenza mês de início dos sintomas. SC, 2012-2016.

 

 

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