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Método japonês está sendo usado para dar maior agilidade e segurança aos pacientes nos setores de internação e emergência

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Foto: Divulgação IMAS


O Hospital Florianópolis (HF), administrado pelo Instituto Maria Schmitt (IMAS), implantou o método Kanban, que possibilita o monitoramento do paciente desde a sua chegada à instituição, durante o processo de internação e sua movimentação até a alta hospitalar.

O sistema auxilia as equipes médicas e de enfermagem a gerirem o uso dos leitos, diminuindo assim o tempo de internação. Gerir com eficiência os recursos aplicados é um dos compromissos da atual administração do Hospital Florianópolis, integrante da rede estadual de saúde. Para isso a instituição tem apostado na inovação e na implantação de processos que possibilitem garantir eficiência no atendimento à população.

A boa notícia é que o novo sistema confere maior agilidade ao setor de internação. A taxa de giro dos internamentos significa quantas vezes o mesmo leito é utilizado por diferentes pessoas. Muitas vezes, o paciente pode ficar mais tempo internado do que o necessário, diminuindo assim, o número de atendimentos e aumentando a possibilidade de contrair uma infecção.

Todos os pacientes são identificados com um código de cores, trabalho feito pela enfermagem. Após essa etapa, os enfermeiros da regulação, que acompanham o quadro diariamente, esclarecem as dúvidas e começam a trabalhar em quem possui as cores amarelo e vermelho. Então, entram em contato com o médico para discutir quais ações devem ser tomadas (adiantar exames, responder pedidos de consulta, identificar casos sociais) e, se possível, acelerar o processo”, explica o médico Ricardo Girardi, diretor Técnico do HF.

O sistema funciona sob coordenação do diretor de Enfermagem, David Molina, a enfermeira líder da internação, Bárbara, e a enfermeira Camila, do Núcleo Interno de Regulação (NIR).

Em salas isoladas, que preservam a integridade do paciente, há quadros que contém o nome do internado e as cores correspondentes ao tempo médio de internamento para cada problema. As cores são estabelecidas com base na tabela SUS (Sigtap – Procedimentos SUS), levando em conta o tempo médio dos procedimentos de internação.

Por exemplo, a média de permanência da Pneumonia é de quatro dias. Caso o paciente esteja internado nesse período, o acompanhamento é normal e ele recebe a identificação verde. Ultrapassando, do tempo médio ao dobro dele (nesse caso, entre o 5º e o 8º dia), a cor será amarela, indicando que a atenção será maior. Quando a pessoa ficar internada a mais tempo do que o dobro da média de permanência (ou seja, a partir do 9º dia), receberá a cor vermelha e atenção especial.

Aceitação
De acordo com o diretor de Enfermagem David, o sistema pode auxiliar os profissionais da saúde e, mais importante, os pacientes. “A superlotação em serviços é um “fenômeno” contemporâneo global, impactando fortemente sobre a gestão clínica e a qualidade assistencial. O sistema Kanban em nossa instituição teve como objetivo principal, a qualificação do gerenciamento de leitos. Sendo realizadas pela enfermagem a cada 12 horas, facilita a gestão e programação de transferências e adequação das necessidades de intensidade de cuidado. Além disso, sinalizará para as equipes da assistência e de gestão quais os pacientes com permanência elevada, hoje estas são sinalizadas em cores Verde, Amarela e Vermelha”, conclui.

Na avaliação do diretor Geral Walmiro Charão, o objetivo maior é garantir a segurança do paciente e ainda promover a resolução dos casos com agilidade nos atendimentos realizados. “Queremos tornar o HF uma referência em qualidade e segurança, e, para isso, adotamos a ferramenta Kanban que hoje já é uma realidade”.