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Florianópolis, 4 de dezembro de 2014

Com a ameaça da chegada do vírus da Febre Chikungunya a Santa Catarina, a Secretaria de Estado da Saúde elaborou um Plano de Contingência, com o objetivo de orientar a resposta dos serviços de saúde frente a casos da doença no Estado. Além disto, o Plano de Contingência Para o Enfrentamento da Dengue no Estado de Santa Catarina foi reestruturado, tendo em vista as novas diretrizes do programa. Em 2014, Santa Catarina registrou uma diminuição no número de casos de dengue, seguindo uma tendência nacional. Porém, mesmo com essa queda, os focos do mosquito Aedes aegypti só aumentam. Houve um acréscimo de 91% em relação a 2013.

Os planos foram elaborados pela Superintendência de Vigilância em Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE). De acordo com a gerente de Vigilância de Zoonoses e Entomologia da DIVE, Suzana Zeccer, os planos determinam as responsabilidades no nível estadual e estabelecem as ações que devem ser feitas de acordo com os cenários previstos para essas doenças no Estado.

Tanto a dengue quanto o chikungunya são transmitidos pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes Albopictus. No Brasil, só o Aedes aegypti transmite essas doenças, porém o Aedes Albopictus pode se tornar um transmissor. Até fim de outubro, a presença do Aedes aegypti foi detectada em 85 municípios e o Aedes albopictus está presente em 198 municípios.

Santa Catarina registrou, até novembro de 2014, 4.332 focos do Aedes aegypti. Em relação à dengue, foram notificados 62 casos importados e um caso de transmissão autóctone (dentro do próprio Estado). Em relação ao chikungunya, foi registrado um caso importado e não há notificação de transmissão autóctone da doença no Estado.

“Para a febre do chikungunya, trabalhamos com diversos cenários possíveis da introdução e da transmissão da doença. Nosso objetivo é que os casos sejam detectados em tempo hábil para que a resposta seja rápida e que diminua o impacto da transmissão do vírus no Estado”, avalia a gerente.

O Plano de Contingência Contra a Dengue define ações relativas à vigilância epidemiológica, assistência ao paciente, comunicação social e controle do mosquito. A DIVE elegeu 86 municípios do Estado como prioritários para vigilância e controle da dengue. Foram escolhidos municípios que fazem divisa com o Paraná e Rio Grande do Sul e fronteira com a Argentina, polos industriais ou turísticos e que tenham área litorânea cortada pela BR-101.

Chikungunya no Brasil

 Até 15 de novembro, o Brasil registrou 1.293 casos autóctones suspeitos de Febre Chikungunya. Destes, 531 foram confirmados nos municípios de Oiapoque (AP), 563 em Feira de Santana (BA), 196 em Riachão do Jacuípe (BA), um em Matozinhos (MG), um em Pedro Leopoldo (MG) e um em Campo Grande (MS). Santa Catarina registrou apenas um caso importado de Febre Chikungunya no município de Itajaí, de uma pessoa que se infectou durante viagem ao município de Feira de Santana (Bahia).

           

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti

  • Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;
  • Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  • Mantenha lixeiras tampadas;
  • Deixe os depósitos para guardar água sempre vedados, sem nenhuma abertura, principalmente as caixas d’água;
  • Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
  • Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana;
  • Mantenha ralos fechados e desentupidos;
  • Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
  • Retire a água acumulada em lajes;
  • Dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados;
  • Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
  • Evite acumular entulho, pois podem se tornar locais de foco do mosquito da dengue.