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A Secretaria de Estado da Saúde (SES/SC), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde (SUV), confirma a detecção de duas novas linhagens da variante Ômicron do coronavírus em Santa Catarina. Trata-se da subvariante recombinante XQ, identificada em Florianópolis, e da subvariante BA.2.12.1, identificada em Joinville.

Os casos foram notificados para a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) e diagnosticados pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (LACEN/SC), por meio da técnica RT-qPCR, e as amostras encaminhadas para sequenciamento genômico pelo Laboratório de Referência Nacional para Santa Catarina, da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ/RJ).

Subvariante Ômicron XQ
Trata-se uma mulher, de 32 anos, residente em Florianópolis, que apresentou sintomas leves, como: perda de paladar, olfato, cefaléia, irritação na garganta e fadiga, e não chegou a ser hospitalizada. A paciente tem registro de vacinação e histórico de viagem para Brasília no mês de abril. A coleta da amostra para o teste ocorreu em 4 de maio.

A Ômicron XQ é uma linhagem recombinante, que mistura genoma de duas linhagens da variante Ômicron BA.1.1 e BA.2. A maior parte dos casos da variante XQ foram detectadas no Reino Unido, sendo responsável em sua maioria por casos leves quando infecta pessoas vacinadas.

Subvariante Ômicron BA.2.12.1
Trata-se de uma criança de 9 anos, sem registro de vacina, residente em Joinville. O paciente registrou sintomas leves, como coriza e tosse, e não chegou a ser hospitalizado.

A BA.2.12.1 é uma linhagem da variante Ômicron do vírus SARS-CoV-2 responsável pela maior parte dos casos recentes de Covid-19 nos Estados Unidos. Ela é mais infecciosa que a Ômicron original, tendo um grande potencial de transmissibilidade. Segundo relatos de da literatura científica internacional, ela apresenta a característica de escape de anticorpos induzidos pela infecção. No entanto, os anticorpos produzidos pela vacina ainda são altamente eficazes na prevenção da infecção grave.

Cenário epidemiológico atual da Covid-19 em Santa Catarina
Atualmente, a sublinhagem BA.2 domina o cenário epidemiológico da Covid-19 em Santa Catarina, substituindo a sublinhagem original da variante Ômicron (BA.1.1) responsável pelo grande número de casos registrados durante os meses de janeiro e fevereiro de 2022.

Na próxima semana o LACEN/SC irá publicar uma nova edição do boletim de monitoramento genômico de Santa Catarina com a atualização do cenário de circulação de variantes do Coronavírus.

A DIVE/SC recomenda que todas as pessoas com 5 anos ou mais de idade se protejam contra a Covid-19 através da vacinação. Além de completarem o esquema primário com duas doses ou dose única, é de fundamental importância que as doses de reforço sejam administradas em todos os grupos já liberados. Todas as pessoas com 12 anos ou mais que já completaram 4 meses do esquema primário devem receber a primeira dose de reforço. E as pessoas com 60 anos ou mais devem receber uma segunda dose de reforço 4 meses após terem recebido a primeira dose de reforço. Além disso, a Diretoria alerta sobre a importância da manutenção das medidas de prevenção não farmacológicas, como a lavagem de mãos, evitar locais com aglomeração, deixar os ambientes ventilados, uso da máscara e se manter em isolamento respiratório caso tenha sinais e sintomas.

Informações adicionais para a imprensa:
Amanda Mariano / Bruna Matos / Patrícia Pozzo

NUCOM - Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive)
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