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Florianópolis, 12 de novembro de 2015

Nestas quinta (12) e sexta-feira (13) ocorre, no hotel Praia Brava, em Florianópolis, a segunda edição da oficina de capacitação em manejo clínico em tuberculose para os profissionais da Atenção Básica da Grande Florianópolis. A iniciativa é do Setor de Tuberculose da Gerência de Vigilâncias de Agravos Infecciosos, Emergentes e Ambientais (Gevra) da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC). 

O evento tem o objetivo de promover a capacitação em vários assuntos relacionados ao manejo clínico da tuberculose. ?A oficina é uma oportunidade valiosa para reforçarmos pontos importantes, como o teste rápido molecular e a adesão ao tratamento?, enfatiza Luís Henrique da Cunha, técnico do setor de Tuberculose da Gevra/Dive/SC. A tuberculose continua a merecer especial atenção dos profissionais de saúde e da sociedade como um todo, e ainda obedece a todos os critérios de priorização de um agravo em saúde pública, ou seja, de grande magnitude, transcendência e vulnerabilidade.

A taxa de abandono do tratamento em Santa Catarina está em torno de 10,1%, aproximadamente o dobro da média considerada aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 5%. ?Estamos intensificando o trabalho de alerta, auxiliando as gerências regionais de Saúde e os municípios na execução das estratégias no controle da doença?, afirma Luís Henrique. O maior desafio, segundo ele, está na sensibilização dos pacientes em situações mais vulneráveis, como usuários de drogas e pessoas vivendo em situação de rua.

Outro importante alerta é para a coinfecção HIV e tuberculose. ?O portador de HIV é mais sensível à tuberculose em função da possibilidade de queda da sua resistência imunológica. Se ele receber o tratamento adequado, tanto da tuberculose quanto do HIV, ele poderá ter uma melhor qualidade de vida?, destaca.

A avaliação clínica, o exame que comprova a doença e o tratamento da tuberculose são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nas unidades básicas de saúde. O esquema básico de tratamento dura em torno de seis meses. A tuberculose tem cura desde que o tratamento seja feito adequadamente. O percentual de cura em Santa Catarina está em 74%. A meta do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde é de 85%.

Sobre a tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch, que afeta prioritariamente os pulmões, mas pode afetar também outros órgãos, como ossos, rins e meninges. É transmissível pelo ar, por meio da tosse e espirro. A convivência com doentes de tuberculose em ambientes fechados e com pouca ventilação favorece a transmissão da doença.

Os principais sintomas são tosse persistente, por mais de três semanas, febre no final da tarde, cansaço fácil, dor no peito, emagrecimento e suores noturnos. A incidência da doença é de 33 casos/100.000 habitantes no Brasil, ou seja, a cada 100 mil pessoas, 33 são diagnosticadas com tuberculose. Em Santa Catarina, a taxa de incidência está em torno de 28 casos/100.000 habitantes.