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Nos dias 10 e 11 de outubro, ocoreu uma capacitação de manejo clínico de febre amarela, em Florianópolis. A ação foi realizada pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE) da Secretaria de Estado da Saúde Santa Catarina (SES/SC), por meio da Gerência de Vigilância das Zoonoses (Gezoo), em conjunto com o Ministério da Saúde (MS). 

O encontro reuniu cerca de 80 profissionais, entre eles, médicos das Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades de Pronto Atendimentos (UPA), Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e Pronto Atendimentos de hospitais (PA) de várias regiões do Estado.

A atividade teve como objetivos atualizar a situação epidemiológica da febre amarela em Santa Catarina, atualizar os profissionais sobre o Manejo Clínico, coleta, armazenamento e envio de amostras de forma adequada, oportuna e padronizada. Os médicos infectologistas do MS, Thaysa Drummond e Rafael Galliez, falaram sobre as metodologias para garantir a sobrevivência do paciente, as contraindicações da vacina, reações adversas em pacientes e como conduzir os casos graves em leitos de UTI.

Essa é uma das ações que foram apresentadas no Plano de Ação de Enfrentamento da Febre Amarela, lançado no último dia 30 de agosto pela DIVE. “As constantes atualizações exigem o conhecimento dos profissionais que fazem o primeiro atendimento dos pacientes com suspeita da doença. É muito importante que todos os envolvidos nas ações participem das capacitações, um momento de troca de experiências e de busca pela excelência no atendimento”, afirma Marise Mattos, médica infectologista da DIVE.

Para Renata Gatti, bióloga da DIVE, a atual situação da doença no Brasil e em Santa Catarina aponta para a necessidade de aumento da vigilância de epizootias, o que reforça a importância do encontro. Para ela, o alerta está em vários aspectos, principalmente devido a chegada do período sazonal da doença, que vai de dezembro a março. “Há necessidade da população notificar onde estão ocorrendo as mortes e adoecimentos dos macacos para aumentarmos as coberturas vacinais da população exposta e consequentemente evitar um número expressivo de casos humanos da doença”, afirma.

O Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen/SC) também participou do evento.

Situação vacinal de SC
Até o momento, a cobertura vacinal de SC está em 79%. A meta é atingir 95%. Por isso, todos os moradores de Santa Catarina com mais de nove meses devem se imunizar. A dose está disponível nas mais de mil salas de vacina do Estado. Uma única dose é suficiente para prevenir a doença.

Febre amarela em SC
Até o momento, o Estado já registrou duas mortes por conta da doença. A primeira foi no dia 28 de março deste ano, um homem de 36 anos, da localidade de Pirabeiraba, em Joinville, sem registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), e a outra, registrada no final de junho, um homem de 40 anos, residente de Itaiópolis, também no Norte do Estado e sem registro de vacina. Além disso, Santa Catarina já tem o registro de seis mortes de macacos por febre amarela, localizados nos seguintes municípios: Garuva (1), Indaial (1), Jaraguá do Sul (1) e Joinville (3).