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Santa Catarina é referência nacional na emissão de laudos a distância para exames de dermatologia, levando atendimento aos pacientes com problemas de pele em municípios onde a especialidade não está disponível. Desde 2008, foram emitidos 105.530 exames.

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A tecnologia catarinense tem cobertura de 100% do estado e está em expansão para todo o Brasil, com implantação já efetivada no Mato Grosso e na Bahia. A Teledermatologia, como é conhecido o serviço, é uma tecnologia desenvolvida e implantada com recursos públicos. É resultado do trabalho realizado em conjunto, desde 2008, entre a Secretaria de Estado da Saúde, a Universidade Federal de Santa Catarina e o Ministério da Saúde, por meio do projeto Telessaúde SC.

A Teledermatologia faz parte do serviço de Telediagnóstico, que permite a médicos especialistas avaliarem exames e elaborarem laudos à distância, tudo via sistema on-line, sendo enviados ao médico que acompanha o paciente presencialmente. Além do laudo, também é realizada a classificação de risco da lesão, que permite a priorização de encaminhamento e de atendimento dos casos mais graves, além da indicação de tratamento dos casos de menor risco na própria unidade de saúde.

Essa estratégia resulta em filas de espera menores e mais ágeis ao reduzir os encaminhamentos desnecessários. Os laudos da Teledermatologia são emitidos em até 72 horas, com a possibilidade de priorização de emissão de laudos para pacientes em situação mais urgente. Por seu modelo e eficiência, a Teledermatologiade Santa Catarina foi escolhida, em 2017, pelo Ministério da Saúde como modelo a ser implantado nacionalmente. Desde 2018, municípios de outros estados brasileiros começaram a utilizar a Teledermatologia com infraestrutura e apoio especializado do sistema catarinense.

Nesses mais de dez anos de trabalho, aTeledermatologia em Santa Catarina ultrapassou a marca de 2.500 laudos mensais. O total de exames já realizados por meio da Teledermatologia é de 105.530 (dados até 6 maio de 2019). Com a expansão para a oferta nacional, o objetivo é atingir mais 100 pontos de Teledermatologia e dobrar o volume de exames emitidos hoje no Sistema de Telemedicina e Telessaúde (STT), alcançando mais de 5 mil exames mensais nos próximos dois anos.

A tecnologia representa mais segurança, agilidade e economia. Possui capacidade para auxiliar no diagnóstico de diversos problemas de pele, como cânceres, psoríase, micoses, entre outras patologias.

O grande diferencial dessa forma de Teledermatologia está na utilização de rigorosos protocolos clínicos e de registro fotográfico de lesões, que possibilitam ao médico descrever a lesão, classificar o risco e, quando necessário, sugerir a conduta clínica na Atenção Primária. Essa classificação de risco permite identificar problemas estéticos de pele (classificação branca) e lesões simples (classificação azul) para serem resolvidos na própria atenção básica com apoio da sugestão da conduta clínica emitida pelo especialista. Nessas duas classificações não há necessidade de encaminhamento para a média complexidade.

De acordo com o Secretário de Estado Helton de Souza Zeferino, apenas no ano de 2018 foram laudados mais de 23 mil exames. “Destes, aproximadamente 40% (mais de 13 mil pacientes) não apresentavam necessidade de encaminhamento, desafogando as filas para a especialidade de dermatologia”, afirma. Para as lesões de maior gravidade, foram identificadas mais de 5.500 casos câncer de pele, sendo mais de 400 casos de melanoma, que acabaram encaminhados assim que identificados.

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                                                                                                                                                        Foto : Divulgação